"Um homem chamado Maria", por Joaquim Ferreira dos Santos
Biografias têm como ponto de partida o sentimento que une biógrafo e biografado. Joaquim admira Maria, seu (mau) humor e a época que ele representa; como jornalista, entremeia ao relato ângulos menos admiráveis do compositor, cronista e radialista. A épica e etílica Copacabana das décadas de 40 a 60 é reverenciada – mais uma vez, em mais um livro – no texto agudo do autor, tendo por fio condutor um personagem generoso em idiossincrasias. Cenário de dezenas de biografias do mundo musical (Dorival, Jobim e muitos mais), a princesinha carioca é palco para mais um artista, moldura sob medida para quem deixou como legado composições ("Manhã de Carnaval", Valsa de uma cidade", "Ninguém me ama" e muitas outras) que permanecem emblemáticas meio século depois. Típico caso em que a obra redime o criador.
Editora Objetiva, 171 pgs
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